CARTA ABERTA

Ao Sr Julio Shilling, politilógo, em Miami – USA, defensor da Democracia para Cuba, combatente contra o comunismo dos marxistas que se tomaram o poder pela força das armas na ilha: Prezado Sr. Julio, primeiramente quero felicitar vossa excelência pela firme e enérgica luta contra os comunistas de Cuba. Ser um lutador incansável contra estes desalmados é uma condição quase que obrigatória de todos os democratas do mundo. Esclarecemos que ser democrata é ser anticomunista, falando francamente. A Democracia e o comunismo são incompatíveis. Pela Democracia, qualquer problema pode ser discutido e resolvido. Pelo comunismo, ao contrário, nada é resolvido, tudo permanece igual, principalmente as coisas ruins. Os comunistas são um só, mesmo tendo várias correntes do marxismo. Os Democratas, somos muito variados. Dos democratas da esquerda, principalmente os trabalhadores NÃO marxistas socialistas democráticos, até os partidários do capitalismo liberal da direita, todos conformamos o gosto e o aprecio pela liberdade e pelo pluripartidarismo. Muitos dos setores, diversos do espectro da Democracia, somos rivais, adversários na concepção de uma sociedade democratica e temos apenas como inimigos os partidários das ditaduras, da extrema direita e da extrema esquerda. Estes são verdadeiramente nossos inimigos que nos querem fazer desaparecer, basta ver o que acontece nos países ocupados pelos marxistas e comunistas. Não é o caso dos partidários da direita, da esquerda ou do centro da Democracia, que apenas somos adversários e queremos nos substituir mas não eliminar. Por último, mesmo que tenha uma grande admiração pelo senhor, não concordo na sua homenagem ao demoníaco ditador chileno Augusto Pinochet (sucessor do demoníaco Allende). É verdade, que Pinochet enfrentou os comunistas no Chile e os anulou durante seu reinado de ditadura. Até aí tudo bem. Agora vejamos os demais assuntos que Pinochet fez: 1) Usou a Força para perseguir todos os Democratas, inclusive os que éramos anticomunistas e antimarxistas. 2) Proibiu os partidos políticos e os eliminou da cena nacional. 3) Usou o governo ditatorial para roubar o erário nacional fazendo milionários a sua mulher, seus filhos, enfim, toda sua família. 4) Matou, perseguiu, gangsterilmente as pessoas que se lhe opunham mandando-as matar sem misericórdia alguma. 5) Criou os “tribunais de helicóptero”, os quais iam de cidade em cidade, dizendo quais prisioneiros tinham que ser assassinados (fuzilados friamente pelas FFAA) . 6) Colocou as FFAA sob seu mando com ódio aos esquerdistas, fossem estes marxistas ou não marxistas. 7) E, apesar de toda sua maldade nazista-fascista, provocou o “esporamento e o encapsulamento” dos comunistas, por isso hoje são mais fortes que antes e com mais dinheiro. 8) Foi um declarado inimigo dos democratas, dizendo que somente as FFAA sabiam governar. 10) Fazer o combate aos comunistas, fazendo mais moradias, dando mais educação, pagando melhores salários, dando uma previdência igual que os militares aos civis, dando mais felicidade, Democracia e liberdade aos chilenos, isso nunca se lhe passou pela cabeça, porque era um “oligofrênico”. 11) Que nossos filhos fossem seus soldados e nossas filhas as empregadas de casa de família, era uma ideia genial dele. Como disse um cubano nas ruas da Habana à TV Brasileira: “ter saúde e educação grátis em troca da renúncia da liberdade, NÂO VALE A PENA!!”. Os chilenos dizemos: “lamentamos que nos tenham salvado de uma ditadura comunista de Salvador Allende a um preço tão alto e com o sofrimento de tanta gente por um sem vergonha, ladrão e canalha hipócrita como Pinochet”. Pertenço a uma fatia muito pequena e silenciosa de trabalhadores socialistas democráticos que rejeitamos as teses de Karl Marx e queremos uma verdadeira Justiça Social, sem eliminar os partidos políticos, sem ditaduras, sem desrespeitar aos demais, nem as leis. Somos democratas, por isso somos anticomunistas e antimarxistas. Desde que fomos exterminados pelo triunvirato de assassinos de Lenin, Stalin e Trotski, aos quais ajudamos a fazer a revolução de outubro na Rússia, aprendemos (em forma fatídica) que jamais poderíamos voltar a fazer uma aliança com essa gente por temor de uma nova facada pelas costas. Por último, parabenizo-lhe pela valentia de tratar e de expor os erros do governo norte-mericano na sua luta contra as ditaduras, em especial contra Nicarágua, Venezuela e Cuba.

 

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