SÓS

Tempos atrás, vi que em uma discussão televisionada dos USA sobre as formas de fazer com que Cuba se transforme numa Democracia novamente, deixando de vez de ser uma ditadura Comunista, que um parlamentar (de EEUU) sugeriu uma invasão americana, na qual o Comunismo desse país seria exterminado em 48 horas. Com poucas baixas americanas. Todos ficaram se olhando, como se o parlamentar tivesse falado uma atrocidade. Ele continuou falando. Se isso tivesse sido feito na Alemanha de Hitler no início de seu governo: se teriam salvado milhões de pessoas inocentes. A invasão de Alemanha teria sido justificada porque Hitler tinha ordenado a invasão da “zona desmilitarizada”, área que estava sob o domínio de França. Hitler, em forma ilegal havia forçado um plebiscito não autorizado legalmente por nenhum tratado. Todos os presentes, já recuperando o folgo, mostraram um aspecto mais comedido e calaram. Um outro parlamentar, que também participava do debate, disse que essa ideia, por muito boa que fosse, era impossível, já que o Presidente Kennedy tinha garantido não invadir Cuba em troca da retirada dos mísseis russos instalados na ilha pelos soviéticos. Kruchev tinha retirado os mísseis porque aceitou a palavra de USA. Um outro parlamentar, saiu com uma ideia “esdrúxula”, mais muito comum aplicada pelos não intervencionistas: “os problemas de Cuba, devem ser resolvidos pelos cubanos”. “Ninguém deve tentar libertar Cuba pela força, por mais nobre que seja o objetivo“. Este parlamentar, seguramente deve ter pensado que falou algo maravilhoso, algo coerente, algo fantástico, algo bom. Más o primeiro parlamentar que falou de invasão, não deixa de ter razão: uma reação da França em aquele tempo, teria evitado milhões de mortos, muitos dos quais, franceses sem contar os milhões de judeus mortos nos campos de concentração. Sem ir mais longe, Chile, Peru, Bolívia e outras nações de América do Sul, foram libertadas da coroa Espanhola por exércitos de libertação. Ferozes combates tiveram por resultado a libertação desses países. Inclusive, USA foi libertada da Inglaterra com ajuda de um General Francês Lafayette. Cuba foi libertada pelos EEUU, não foi anexada como “território livre associado”, somente porque USA não quis isso (muitos cubanos queriam). Chile de Pinochet, matava, perseguia, mutilava tanto os democratas anticomunistas (como eu), como os marxistas e comunistas. Queríamos que alguém de fora nos ajudasse más somente os comunistas o faziam e somente a eles. A ex presidente do Chile, Michele Bachelet foi protegida pela Alemanha Oriental (Alemanha Comunista) com todo tipo de regalias por ela ser marxista. Os Democratas que fugíamos da ira e loucura de Pinochet, éramos tratados com muita educação em países como Brasil, más não havia nenhuma mordomia para nos. Muito pelo contrario, éramos forçados a “comer o pão que o Diabo amassou” (Na verdade nos alimentávamos com apenas uma coxinha por dia e um prato de arroz com feijão. No fim de semana: jejum) . Muitos de nos éramos considerados como “turistas”. Emigrados, “emigrados políticos”. Perseguidos? Nem pensar !!. Apenas vivíamos em liberdade más nossa correspondência era aberta. Correios do Brasil, nos dizia que as cartas chegavam nesse estado. Não havia Fax nem Internet. O teletipo era controlado. Éramos vigiados pela DINA Internacional. Lembram do atentado que deixou cego o ex-ministro Leighton em Itália? Ele era um Democrata Cristão e não gostava dos comunistas, como todo Democrata. E o assassinato do Chanceler Gabriel Valdez em USA? Tudo obra da policia política de Pinochet. Os Trabalhadores NÃO marxistas acreditamos que o uso da FORÇA deve ser evitado em Cuba. Mas o uso da ENERGIA deve ser usado ao máximo. Os Trabalhadores NÃO marxistas Socialistas Democráticos“ odiamos as ditaduras. Cuba sem FFAA teria muitos recursos para se erguer sozinha e dar Felicidade e Liberdade a seu povo. Entender ENERGIA como PERSISTENCIA CONSTANTE (SEMPRE).

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